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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Autoridades visitam a Fragata “Constituição” no Líbano


28 de Fevereiro, 2013 - 23:11 ( Brasília )

 
C Alte Zamith (E) e o Embaixador do Brasil no Líbano, Affonso Emílio (D)
Em fevereiro, o então Comandante da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL), Contra-Almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, que passou o cargo, no dia 19 de fevereiro, ao Contra-Almirante Joése de Andrade Bandeira Leandro, recebeu várias autoridades a bordo da Fragata “Constituição”, navio-capitânia da FTM-UNIFIL.
No dia 13, a Diretora do Departamento de Operações de Paz da Organização das Nações Unidas para a Ásia e Oriente Médio, Sra. Izumi Nakamitso esteve no navio. Durante a visita, o Almirante Zamith fez uma explanação sobre a importância do componente marítimo da UNIFIL para a manutenção da paz no Líbano e no Oriente Médio. Foram apresentadas as principais atividades realizadas durante o ano de 2012, destacando-se a participação da FTM-UNIFIL no adestramento dos militares da Marinha do Líbano.
No dia 14, o Almirante Zamith recebeu, a bordo da Fragata “Constituição”, a visita do Adido de Defesa da Áustria, Brigadeiro General Andreas Mempör. O Almirante proferiu uma apresentação sobre as atividades da FTM, destacando suas tarefas principais, resultados obtidos durante o ano de 2012 e a importância da FTM no Líbano para a manutenção da Paz na Região.
Nesse mesmo dia, o Almirante Zamith recebeu a visita do Embaixador do Brasil no Líbano, Affonso Emílio de Alencastro Massot que assumiu a chefia da missão diplomática brasileira naquele país. O evento marcou as boas-vindas oficiais, do Contingente Brasileiro na UNIFIL-FTM, ao Embaixador. A ocasião contou com a presença do Embaixador do Brasil na Síria, Edgard Cassiano, e de outros diplomatas brasileiros.

EUA avaliam acordo com Embraer como crítico para Afeganistão

Acordo de US$ 427 milhões com a fabricante brasileira envolve a venda de 20 aeronaves                            

Washington - O Pentágono manifestou nesta quarta-feira que o contrato militar de US$ 427 milhões formalizado com a brasileira Embraer é "crítico" para apoiar a Força Aérea no Afeganistão.
Em comunicado, o Pentágono indicou que o subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, ligou hoje para o ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, para informá-lo da concessão do contrato à Embraer, que apresentou sua proposta em uma sociedade com a empresa americana Sierra Nevada Corporation.

"Essa plataforma é crítica para apoiar a Força de Segurança Nacional Afegã, como parte do apoio durável dos EUA no Afeganistão após concluída a missão da Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança, da Otan) no final de 2014", disse o secretário de imprensa do Pentágono, George Little.
O contrato envolve a venda de 20 unidades do avião de ataque A-29 Super Tucano à Força Aérea americana "para fornecer apoio aéreo rápido e manutenção e capacitação para a Força Aérea afegã", explicou.
Sob esse contrato, 20 aeronaves serão enviadas às bases aéreas no Afeganistão no meio de 2014 para realizar "treinamentos avançados em voo, vigilância, apoio aéreo e missões de interdição aérea", acrescentou Little.
O porta-voz disse que durante a ligação tanto Carter como Amorim demonstraram a intenção de programar o próximo Diálogo de Cooperação em Defesa de EUA e Brasil, além de "continuar a cooperação de defesa" entre ambos os países.

E99 - SAAB modernizará Radar Erieye


Embraer fecha contrato com a SAAB para modernização de sistemas de monitoramento aéreo. Radar SAAB Erieye. Foto - EMBRAER





A SAAB foi contratata pela Embraer para atualizar os sistemas Erieye AEW & C (Airborne Early Warning and Control), instalados nos jatos Embraer 145, chamados E-99, da Força Aérea Brasileira. O contrato é de cerca de US$ 59 milhões.

Os E-99 são peças fundamentais no controle do espaço aéreo e da vigilância das fronteiras brasileiras; e sua modernização trará um aumento substancial na capacidade operacional de todo o sistema de monitoramento e controle de alvos aéreos e marítimos realizados pela FAB.

"Estamos orgulhosos de fornecer a atualização desses sistemas à Embraer e ao Brasil, onde eles desempanham um papel importantíssimo na segurança nacional", disse Micael Johansson, diretor de negócios da Saab área de Eletrônica de Defesa sistemas.

O sistema Erieye AEW & C da Saab, foi muito bem recebido e avaliado por seus usuários desde que chegou ao mercado em 1997. No Brasil ele entrou em operação em 2002, equipando os jatos Embraer 145, que atualmente também são utilizados pelas forças aéreas do México e da Grécia.

O Erieye AEW & C também equipa aviões Saab 340 utilizados pela Suécia, Tailândia e Emirados Árabes Unidos e está sendo oferecido ao Paquistão, instalados em aeronaves Saab 2000.

A atualização dos E-99 da Força Aérea Brasileira está prevista para ser entregue entre 2014 e 2017.
 

Su-25 com funções análogas do Wild Weasel?

A Aeronáutica da Rússia será dotada em 2014 de uma modificação do Su-25 destinado
para o combate aos meios da Defesa Antiaérea e capaz de detectar e aniquilar os complexos de defesa análogos aos Patriot dos EUA.

Vietnã, primeira tentativa
A guerra no Vietnã de 1965-75 foi à primeira ação militar em que a aviação norte-americana se defrontou com a resistência dos complexos de mísseis antiaéreos. Em virtude disso, foi decidido criar aviões especiais, capazes de superar a barreira colocada pela defesa antiaérea. Tal missão imprescindível foi designada de Suppression of Enemy Air Defenses (SEAD), enquanto ao respectivo programa de projeção de novos aviões de assalto especiais foi atribuído o nome Wild Weasel. Posteriormente, os engenhos criados sob a sua alçada passaram a ter o mesmo nome.
Naquela etapa do Wild Weasel I, que se iniciou em 1965, eram utilizados os primeiros caças supersônicos F-100 Super Sabre. A versão seguinte F-100F virou uma base do Wild Weasel que podia detectar radares do adversário mediante receptores de irradiação, enquanto o operador indicava os alvos a abater. A seguir, no decurso do combate, era possível identificar o alvo por meios visuais e atacá-lo. No entanto, o F-100 não desenvolvia a elevada velocidade para acompanhar os F-105 Thunderchief e os F-4 Phantom II.
O Wild Weasel da segunda etapa foi construído com base em F-105. Os aviões EF-105F surgiram nas unidades aéreas em 1966, seguido logo de F-105G mais sofisticados. A produção em série do F-105 foi suspensa um pouco antes, a saber, em 1964. Deste modo e devido a elevadas perdas na guerra contra o Vietnam, veio a diminuir o número de engenhos "assassinos da defesa antiaérea". Na sequência disso, as 4ª e 5ª etapas do programa foram realizadas por meio do F-4 Phantom II, nomeadamente, através das suas versões EF-4C Wild Weasel IV e F-4G Wild Weasel V.
De notar que cada geração do Wild Weasel recebia armas e equipamentos modernos, inclusive os mísseis teleguiados e os sistemas de luta rádioelectrónica. Após a guerra no Vietnã, os Wild Weasel prestavam serviço na Europa e no Extremo Oriente onde os EUA, em caso de necessidade, podiam lidar com a defesa antiaérea soviéticos. Nos anos 90 do século, os EUA optaram por uma via diferente: as tarefas relacionadas com um combate eficiente à DAA foram incumbidas aos caças F-16C polivalentes modernizados.

As suas versões block 50 e block 52 dispunham de equipamento capazes de concretizar esta tarefa. Enquanto isso, a aviação marítima dos EUA empregava para o mesmo efeito seus próprios engenhos – o EF-10D Skyknight e depois os EA-6A e EA-6B Prowler. Hoje em dia, a Marinha, ao contrário da Força Aérea, continua apostando no uso de engenhos específicos. Os EA-6B obsoletos foram substituídos por aviões EA-18G Growler, criados com base em versão F/A-18F Super Hornet de dois assentos.
Caminho russo
Antes de 2008, a Aeronáutica russa não se confrontou com um adversário terrestre que tivesse meios de proteção melhores que os sistemas de defesa antiaérea portátil ou a artilharia antiaérea de pequeno calibre. A guerra contra a Geórgia em agosto de 2008 veio demonstrar que tal confrontação pudesse provocar sérias consequências e perdas. Daí, a necessidade de combate à DAA se tornou uma prioridade.
Atualmente, esta meta tem de ser alcançada por aviões de assalto Su-24 e o Su-34 equipados de mísseis anti-radar. Todavia, os modelos, pelo visto, não têm capacidades suficientes.
Por isso, tem causado surpresa a escolha do Su-25 como uma base para o Wild Weasel russo. Pelas características que leva, este avião de assalto é capaz de garantir apenas o acompanhamento dos Su-25. Para atuar em conjunto com bombardeiros e caças polivalentes não terá nem a velocidade, nem o alcance de voos suficientes. Todavia, para os aviões de assalto que ajam em cima do campo de batalha, tal engenho poderia ser útil. A execução de outras missões implicaria o recurso a modificações com base do Su-30. Ou, pelos menos, será necessário um equipamento em contentor que, aliado aos respectivos armamentos, poderá transformar o Wild Weasel em qualquer avião-caça da Força Aérea russa.

AZUL - Novos Uniformes

Trajes foram desenvolvidos para a associação entre a Azul Linhas Aéreas e a Trip Linhas Aéreas pela estilista Tereza Santos Os novos uniformes serão adotados pelos tripulantes.
 São Paulo, 28 de fevereiro de 2013 – A Azul Linhas Aéreas anuncia hoje seus novos uniformes, desenvolvidos para a companhia resultante da associação entre a Azul e a Trip, processo esse que ainda aguarda autorização dos órgãos reguladores. Idealizados pelo diretor de Comunicação e Marca da Azul, Gianfranco Beting, e criado pela renomada estilista Tereza Santos, os novos trajes são baseados na alta costura, resgatando um pouco do estilo dos tempos áureos da aviação, com cortes precisos e sofisticados.

A decisão de criar um novo uniforme era clara desde o primeiro momento em que as duas empresas tiveram a intenção de se associar. Porém, o desenvolvimento desse projeto seria literalmente uma “missão”, haja vista que os uniformes de ambas as companhias eram muito bem avaliados pelos públicos interno e externo, além de representarem muito bem suas marcas. O projeto se baseou em um profundo entendimento dos usuários, ponto de partida da criação dos uniformes. O design seguiu uma linha de integração e adequação à nova marca e os uniformes foram construídos com cortes que remetem à letra A, de Azul.

“Estamos muito felizes com o resultado final. Pensamos em cada detalhe para que os uniformes proporcionassem não só conforto para nossos Tripulantes, mas também, uma perfeita tradução visual de nossa marca e valores para os nossos Clientes. As novas peças transmitem confiança e, ao mesmo tempo, leveza. Elas representam exatamente o que a Azul é”, explica Beting.

Tereza Santos conta que o projeto da Azul foi muito bem estudado, para que pudesse reunir atributos da marca e agregasse design e conforto. “Desenvolvemos peças que proporcionam, acima de tudo, bem estar àqueles que vestem. Utilizamos o que existe de mais tecnológico em termos de tecido para tornar os uniformes funcionais, conferindo conforto e estabilidade estética”, diz Tereza.

Os tons de Azul utilizados nas peças respeitam a identidade visual da empresa, que na nova logotipia traz os tons da Azul e da Trip. “A cor azul reflete estabilidade e confiança em ambientes corporativos e autoconfiança de quem veste. É uma cor agradável e assertiva para esse propósito” completa Tereza.

As novas peças foram desenvolvidas para áreas específicas da companhia. Entre os que ganharão os novos trajes, estão: o time de solo, que compreende os agentes de aeroporto; tripulação de bordo, que são os comissários e pilotos; pessoal de operações de solo e os Azultecs, que são os técnicos de manutenção da Azul.

Para cada uma dessas áreas, foram criados uniformes para as diferentes posições hierárquicas, facilitando a identificação dos líderes de cada equipe. Além disso, a coleção conta com diferentes peças para cada tipo de clima, facilmente adaptáveis aos quatro cantos do país e às estações do ano.

Para complementar o traje de cada tripulante, de acordo com suas funções, novos acessórios também foram criados. Eles seguem a mesma linha dos uniformes e foram pensados para serem funcionais e harmoniosos com o vestuário.

A fusão entre as duas companhias ainda aguarda autorização dos órgãos reguladores.

Mensaleiro Genoíno abandona plenário durante discurso de Bolsonaro

Bolsonaro critica comissão e Genoíno decide abandonar o plenário da Câmara

GENOINO SE DESPEDE DE DEPUTADOS PARA DAR AS COSTAS
A BOLSONARO E ABANDONAR O PLENÁRIO (Orlando Brito)
Mensaleiro condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, o deputado José Genoino (PT-SP) abandonou o plenário da Câmara, na tarde desta quarta-feira passada, quando o deputado Jair Bolsonaro (PTB-RJ) fazia novo discurso criticando a atuação da chamada Comissão da Verdade, que apura denúncias contra agentes do Estado, durante a ditadura. Militar de carreira, Bolsonaro já repetiu inúmeras vezes a acusação de que Genoino, que foi preso enquanto participava da guerrilha da região do Araguaia, acabou entregando companheiros durante os interrogatórios "sem ter sido torturado".
Fonte: Cláudio Humberto


MP Militar vai investigar clube VIP no Forte de Copacabana

Procuradora vai apurar se há irregularidades em empreendimento na Zona Sul

Antônio Werneck
RIO — Polêmico desde o início do verão, o contrato sem licitação que privatizou um pequeno trecho de praia dentro do Forte de Copacabana para a implantação do projeto Aqueloo Beach Club — empreendimento comercial privado que tem reunido ao sol a elite carioca ao som de música eletrônica — acaba de virar alvo do Ministério Público Militar. A iniciativa é da procuradora Maria de Lourdes Sanson, que vai pedir hoje ao Exército informações detalhadas do contrato assinado entre os militares e os responsáveis pelo negócio, para apurar se ocorreram ilegalidades.
O Exército garantiu ontem que não há irregularidades na cessão do espaço público e que seguiu rigorosamente a lei: o decreto 3.725, de 2001, que, combinado com normas internas da força, dispensa o processo de licitação. Informou também que o contrato foi assinado em 22 de outubro de 2012, com validade de três meses, a partir de 3 de dezembro — acaba, portanto, no próximo domingo, 3 de março, mas está prevista uma prorrogação de mais três meses. Pelo negócio, o Exército vai receber R$ 228 mil, dinheiro que será aplicado na manutenção do forte.
Presidente da Comissão de Direito Administrativo da OAB do Rio, o advogado Bruno Navega estranhou a cessão do terreno e, mesmo falando em tese, já que não conhece detalhes do contrato, encontrou indícios de possíveis irregularidades:
— Há duas questões que saltam aos olhos e causam estranheza. Primeiro, deveria, a rigor, haver licitação, para que eventuais interessados pudessem apresentar propostas. A segunda questão é mais complexa: na minha opinião, está havendo uma espécie de privatização do espaço público em prol da iniciativa privada. A praia é um bem de todos.
Navega afirma que até o Exército tem que seguir a Lei de Licitação e a Constituição.
— A Constituição brasileira estabelece que, no caso de qualquer bem público ter o espaço explorado economicamente, é preciso haver uma licitação. O TCU (Tribunal de Contas da União) tem afirmado isso em suas decisões — afirmou Bruno.
O constitucionalista e desembargador aposentado Jorge Fernando Loretti concorda. Segundo ele, qualquer terreno de marinha (faixa de orla) é de uso de toda a população:
— Não conheço detalhes do contrato e suas bases, mas a praia é constitucionalmente de utilização social de todos. É para ser usada coletivamente. Não pode ser utilizada particularmente por ninguém.

Empresário nega favorecimento
Longe da polêmica, o empresário responsável pelo negócio, Daniel Barcinski, disse que o investimento está tendo retorno e que ele já tem convites para implantar projetos semelhantes em Brasília e Salvador. Barcinski afirma ter aplicado um total de R$ 2,5 milhões no empreendimento. Sobre a polêmica e a acusação de ter privatizado uma praia, retrucou:
— Eu não entendo: morei em Copacabana e, pelo que sei, a praia do Forte de Copacabana nunca foi aberta ao público, nunca pôde ser frequentada.
O empresário é o mesmo que instalou uma roda gigante também no Forte de Copacabana em 2009, sem licitação, durante a campanha para trazer os Jogos Olímpicos para o Rio. Na época, diz ele, o Exército também foi pago pela utilização do lugar. Pedro Minc, sobrinho do ex-ministro do Meio Ambiente e secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, é promoter do evento.
— Ele é meu amigo, cuida da parte promocional do projeto, mas não é sócio, nem recebe por isso. Logicamente, frequenta o local e convida quem quiser. Ele faz tudo isso por amizade — afirmou o empresário.
Responsável pela concessão do alvará de funcionamento do empreendimento, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) disse que Barcinski apresentou todos os documentos exigidos, como um termo do uso do local, fornecido pelo Exército, e autorização da Secretaria municipal de Meio Ambiente (o forte fica numa área de proteção ambiental). A Seop confirmou que os responsáveis apresentaram autorização do Instituto Estadual do Ambiente, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e dos bombeiros.
Fonte: O Globo